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Segurança Pública EliasElias 24 Novembro 2021 (306)

Mulher que matou amiga para ficar com o filho que estava no útero está sendo julgada em Tijucas

Justiça nega o pedido da defesa e mantém julgamento na Câmara de Vereadores

Mulher que matou amiga para ficar com o filho que estava no útero está sendo julgada em Tijucas

Corpo de mulher grávida foi localizado em CanelinhaFoto: Lucas Eccel/ Rádio Clube fm 88.5

Rozalba Grimm está sendo julgada em sessão do Tribunal do Juri da Comarca de Tijucas que está sendo realizada nesta quarta-feira (24) na Câmara de Vereadores. O Tribunal de Justiça negou o pedido de mudança feito pela defesa. A solicitação havia sido feita em setembro, com a alegação de que o júri popular na Comarca de Tijucas seria imparcial.

Além disso, a defesa argumentou que havia risco à integridade física e moral da custodiada. Porém, na visão da Justiça, as provas relacionadas não são suficientes para a mudança do júri para Florianópolis, conforme pedido.

A negativa foi justificada pelo fato de o crime ter acontecido em Canelinha, cidade com 13 mil habitantes, mas o julgamento ocorrer na cidade vizinha, sede da comarca. Desta forma, o júri será composto por moradores de Tijucas, não da Cidade das Cerâmicas.

Sobre a insegurança argumentada, a Justiça destacou que a sessão será fechada ao público e somente dois familiares de cada envolvido poderá participar, derrubando outra suposição feita pela defesa sobre a Comarca de Tijucas não ser o local adequado.

O Tribunal ainda confirmou que um esquema de segurança foi requisitado ao comando da Polícia Militar, como forma de garantir a segurança e ordem na sessão.

ENTENDA O CASO - O crime ocorreu em 27 de agosto de 2020, em Canelinha, em uma cerâmica desativada. De acordo com a denúncia, a acusada atingiu a vítima com um tijolo na cabeça, cortou o ventre dela e roubou a bebê. Ferida, a recém-nascida foi levada a um hospital pela assassina e pelo marido. A menina se recuperou.

Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados pois há risco que se chegue, assim, ao nome da recém-nascida, que tem o direito à preservação de sua identificação garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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