Bom dia
Segurança Pública EliasElias 25 Novembro 2021 (275)

CONDENADA! 56 anos de prisão para mulher que matou grávida

Tribunal do Juri esteve reunido por cerca de 15 horas em Tijucas

CONDENADA! 56 anos de prisão para mulher que matou grávida

Rozalba Maria Grimes, de 28 anos, foi condendada a uma pena que somou 56 anos e 10 meses de prisão. Ela confessou ter matado a professora Flavia Godinho, que estava grávida, para roubar a bebê do ventre dela, em Canelinha, no Vale do Rio Tijucas.

A decisão saiu depois de quase 15 horas da reunião do Tribunal do Juri realizado na Câmara de Vereadores de Tijucas. A defesa, representada pelo advogado Rodrigo Goulart, pode recorrer da decisão.

A ré contou à Justiça ter pesquisado na internet sobre parto e gravidez para simular os sintomas. Ela foi condenada pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra a bebê e mais quatro crimes conexos - ocultação de cadáver, fraude processual, subtração de menor e parto suposto, conforme o Ministério Público de Santa Catarina.

O caso ocorreu em 27 de agosto do ano passado e, desde então, a ré permanecia presa. Em depoimento no julgamento, conforme o Ministério Público, ela relatou como planejou o crime e admitiu ter estudado como faria para tirar a criança em gestação do ventre da mãe.

Do lado de fora da Câmara, por volta das 8h, amigos e familiares vestiam camisetas com o rosto da vítima e seguravam um cartaz com a frase: "Os dias passam lentos, as horas machucam como espinhos, mas temos forças e confiamos na chegada da justiça".

A ré começou a ser ouvida no final da tarde, por volta das 17h20. Segundo o MP, ela disse à Justiça que pesquisou na internet sobre parto e gravidez, para simular os sintomas. Também disse como planejou o crime, com o chá de bebê surpresa para a emboscada. Afirmou ainda que o lugar do ataque foi escolhido por estar abandonado e ter tijolos para atingir a cabeça da vítima.

Ao ser interrogada, em seguida, pelo MPSC, a ré se disse "capacitada" para tirar a bebê em gestação do ventre da mãe. Ela também foi questionada pelas próprias advogadas de defesa. A elas, segundo o MPSC, disse que matou a vítima para retirar a neném da barriga dela e que se arrependeu do crime após ser presa.

Segundo as investigações da Polícia Civil, a professora grávida morreu em uma cerâmica abandonada. Ela foi golpeada diversas vezes na cabeça com um bloco de barro, ficou desacordada, teve a barriga cortada por um estilete e a bebê que gerava foi retirada do ventre.

O laudo da perícia apontou que a vítima morreu em decorrência da uma hemorragia. A mulher denunciada pelo MPSC e a vítima se conheciam. No dia do crime, a acusada escondeu o corpo em um forno de uma cerâmica da cidade de Canelinha, que tem 12,3 mil habitantes.

Em seguida, a acusada se encontrou com o companheiro, que naquele momento acreditava que a mulher estava grávida. Os dois foram até o Hospital de Canelinha, informaram que a bebê deles tinha nascido e que o parto havia sido feito em via pública.

A equipe do hospital que atendeu o caso percebeu que as informações eram controversas e acionou a Polícia Militar. A Polícia Civil instaurou um inquérito e passou a investigar o caso.

ABSOLVIDO - Além da acusada, o companheiro dela foi preso suspeito do crime. Porém, o homem foi solto em 7 de outubro de 2020. Em 27 de julho de 2021, a Justiça catarinense o absolveu.

Segundo o promotor que cuida do caso, Alexandre Carrinho Muniz, o companheiro da acusada não sabia sobre o plano de matar a professora e nem de que a própria companheira simulava uma gravidez. Portanto, não tinha qualquer envolvimento com o crime.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário.


Politica de Privacidade